12 Outubro de 2026
Claude Le Roy, o carismático treinador francês que já orientou várias seleções africanas, esteve em Cabo Verde a participar na Conferência de Estratégia da CAF.
O “feiticeiro branco”, como é conhecido no continente diz que a presença histórica de 10 seleções africanas no Mundial 2026 é uma grande evolução. Mas, avisa que ainda é preciso fazer mais. “É um grande avanço para o futebol africano. Mas não é suficiente. Espero que, antes de morrer, possa ver uma seleção africana a ganhar a Copa do Mundo. Esta é a meta, porque há potencial. Mas, precisamos de apoio… apoio real da FIFA. E não apenas algumas ajudas aqui ou acolá para poder ganhar o voto das 54 federações africanas nas eleições. Isso não interessa. O importante é trabalhar com a juventude. Com jovens jogadores, jovens empresários, com o futebol feminino em todos os lados. O fosso é grande, ainda é preciso fazer muito para atingir o patamar desejado.”
O experiente treinador, de 78 anos, já orientou seis seleções africanas. Conhece a realidade do continente de Norte a Sul. Claude Le Roy está animado com a quantidade de jovens técnicos a revelar-se em África e se tiver que deixar-lhes uma orientação. “Amem o futebol, amem os jogadores… pensem sempre nisso. Há muitos bons treinadores em África e toda esta efervescência é muito importante para o futuro do povo africano. Mas, para seres treinador, tens de te transformar num indivíduo completamente louco pelo futebol, louco pelos teus jogadores. Tens de dizer-lhes sempre a verdade e não ser um fraco. Seja firme, mas criando-lhe boas condições de trabalho. Esta é a base do futebol. É a minha filosofia.”
O feiticeiro branco já esteve algumas vezes em Cabo Verde. Confessa que adora este país. E sobre o desempenho dos Tubarões Azuis no Mundial 2026… um grande elogio. “Uma bela equipa, que cria perigo rapidamente, orientada por um grande treinador, que eu adoro, com muita qualidade, bastante inteligente. Ele fez um trabalho notável cm a seleção de Cabo Verde. Notável.”
Claude Le Roy, o treinador francês que se fez rei em África. E neste continente ganhou a alcunha de feiticeiro Branco. Ele passou pela ilha do Sal, esteve a participar na Conferência de Estratégia da Confederação Africana de Futebol.
Reportagem: Benvindo Neves
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