Basquetebol Feminino: “Não temos vantagem em altura nem no peso, temos de ser inteligentes” - selecionador nacional

28 de junho de 2021

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Pela segunda vez consecutiva Cabo Verde está no Afrobasket feminino. A seleção nacional foi a Guiné Conacri eliminar a equipa local em dois jogos com um agregado de 132 – 124. No primeiro jogo, sábado, Cabo Verde havia perdido por 1 ponto, 65-64. Este domingo, no tira teimas, as cabo-verdianas mostraram os punhos e cavaram uma vantagem de 9 pontos, 68-59.

A seleçao naciona só esteve a perder no início da partida. Passou para a frente ainda no primeiro período e jamais largou o comando do placar.

Depois dos festejos, já no aeroporto, o selecionador nacional falou à Radio de Cabo Verde. Zola destacou a inteligência das atletas que souberam executar muito bem aquilo que tinham de fazer.

“Sabia que do primeiro para o segundo jogo tínhamos 24 horas para analisarmos as filmagens e usar nossa inteligência para corrigirmos o que estava errado e melhorar o que estava bem. E essas 24 horas foram suficientes para fazermos isso. O meu trabalho foi arranjar o código do problema… elas foram a jogo e executar esse mesmo código de forma perfeira”

Olhando para as características físicas das duas seleções, as atletas guineenses superaam as cabo-verdianas em termos de compleição física. Esta desvantagem tem de ser colmatada com inteligência e foi neste quesito que Cabo Verde fez diferença, conforme o treinador.

“Nas competições em África estamos em desvantagem na altura, no peso e não temos vantagem também em termos de competições nas pernas. Daí que, como vantagem, temos de usar a nossa inteligências, nossos skills. E foi o que fizemos.”

Cabo Verde encontrou um ambiente hostil no pavilhão de Conacri, sobretudo no segundo jogo. Houve até dois momentos em que a partida esteve interrompida por causa de garrafas de água atiradas à quadra. Zola desvaloriza e diz que são situações que contribuem para o crescimento mental da equipa.

“Ambientes desses contribuem para o nosso crescimento e foratelimento mental para enfrentarmos outros combates. E é assim que eu quero que a equipa cesça, enfrentando dificuldades. Quando jogámos fora temos muitas dessas situações com as quais temos de acostumar. Ultrapassando essas barreiras psicológicas, ficamos mais fortes”

A seleção nacional obteve, na eliminatória, um agregado de 132 pontos contra 124 da Guiné Conacri. Marcou uma média de 66 pontos por jogo.

Benvindo Neves / RCV



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