Seleção de andebol recebida com carinho no aeroporto da Praia pela comunidade de andebol

22 de junho de 2021

Suzana exibe a Taça na companhia de Beto Correia e Silva, um de seus treinadores no ABC da Praia (Foto: BN)
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A seleção nacional feminina de andebol já está no País depois de ter participado no CAN nos Camarões. A caravana chegou ontem ao início da noite a Cidade da Praia num voo proveniente de Dakar.

No aeroporto Internacional Nelson Mandela a seleção foi recebida com carinho por algumas pessoas, sobretudo ligadas ao andebol em Santiago Sul. Foram felicitar a equipa pela prestação considerada positiva na estreia absoluta no campeonato africano de andebol.

À saída, a capitã Suzana Barros trazia a Taça Presidente, um enorme trofeu.

“Foi pesado conseguir esta taça, porque tivemos de ganhar o Madagáscar que queria conquistá-la e depois o Quénia, que também queria levá-la. Mas, agora, nas nossas mãos, este troféu está mais leve”, disse, sorrindo, a capitã em declarações à RCV.

Suzana tinha no rosto a expressão de muita felicidade e orgulho, até porque para ela, estar no CAN significava a ultima oportunidade para representar a seleção

“Com a seleção, acho que era a minha última participação. É um orgulho imenso, quer dizer que o trabalho feito acabou por ter resultado. Agradeço a todos meus colegas, treinadores, staff porque um objetivo só é conseguido graças ao trabalho de todos”.

A RCV ouviu também Miriam Almeida, uma das mais jovens da seleção nacional, e que esteve em destaque durante o CAN. 

“A nível individual foi uma experiência única que vou levar para toda a vida. Cresci muito com esta competição por ter jogado com atletas de um nível muito alto como as angolas e as congolesas. Espero continuar a representar Cabo Verde, sou das mais novas na equipa e estarei sempre disposta a vir para ajudar o grupo”.

Miriam Almeida, 21 anos, era a primeira vez que jogava na seleção nacional.

Esta primeira participação de Cabo Verde no Campeonato Africano Sénior de Andebol feminino é vista pela selecionadora nacional, Ana Seabra, como sendo muito positiva, ainda para mais num contexto em que a maioria das jogadoras estava sem qualquer ritmo.

“Pelo menos 95% das jogadoras não jogam há quase duas épocas. Acho que responderam bem, na fase de preparação não tivemos jogos e no Can calhou-nos logo Angola e Congo que vão estar no Mundial. Depois, ganhámos dois jogos, acho que é um início motivador e o futuro pode ser muito mais risonho.”

A seleção nacional viajou dos Camarões com escalas em Abidjan e Dakar.  A comitiva chegou à Cidade da Praia sem duas jogadoras, Maria Correia “Tchumass” e “Odete Tavares”. Odete foi diretamente dos Camarões para Portugal. Já Tchumass ficou em Dakar à espera de uma outra seleção nacional, a de basquetebol feminino, que ainda estar terça-feira parte para a Guiné Conacri para disputar a eliminatória de acesso ao Afrobasket deste ano.

Benvindo Neves / RCV



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