CAN Andebol: Miriam Almeida, a jovem de 21 anos que se destaca na seleção nacional

17 de junho de 2021

Miriam Almeida foi eleita melhor jogadora na partida com Madagáscar
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Miriam Almeida é a mais nova das três jogadoras que atuam em Portugal e que vieram reforçar a seleção nacional de andebol para o Campeonato Africano da modalidade, que decorre nos Camarões.

A jovem andebolista, que atua na Associação Assomada, de Portugal, tem dado nas vistas nesta estreia de Cabo Verde no CAN. Marca grande parte dos golos da equipa nacional e, na vitória da passada terça-feira diante do Madagáscar, foi mesmo eleita a melhor atleta em campo.

A Rádio de Cabo Verde esteve a conversa com Miriam para conhecer melhor o percurso desta jovem talento que, nas camadas mais jovens, chegou a representar a seleção de Portugal

“Comecei na equipa de Assomada com 7 anos e estive lá durante 10 anos. Depois, fui para Leiria para jogar como profissional. Como só jogava, arranjei forma de tirar um curso. Depois, as coisas não estavam a correr bem, regressei a Lisboa para junto da minha família. Voltei a integrar a equipa de Assomada e continuei os meus estudos.”

Miriam continua a jogar na Assomada, que é uma Associação/clube fundado por uma cabo-verdiana e que sempre agregou muitas jovens naturais ou descendentes de Cabo Verde.

“Quando, aos 7 anos, comecei a jogar na Assomada, fui lá por influência de uma outra cabo-verdiana, a Ruth Fernandes que, por acaso, também já esteve na seleção de Cabo Verde. Decorria o ano de 2006.”

Miriam nasceu em Portugal mas sempre manteve contacto com a terra natal dos pais.

“Eu nasci em Portugal, mas os meus pais são todos cabo-verdianos, da ilha de Santiago. Meu pai é dos Órgãos e a minha mãe da Ribeira da Barca. Já costumava visitar Cabo Verde, mas há seis anos que não vinha.”

Passagem pela seleção portuguesa

Miriam é uma “velha!” conhecida da atual selecionadora nacional, a portuguesa Ana Seabra.

“Eu cheguei a representar a seleção jovem de Portugal nos Jogos da CPLP em Angola. Fui com a Ana Seabra que, na altura, orientava a equipa portuguesa. Na altura, defrontei Cabo Verde e fiquei com muito boa impressão das jogadoras. Agora, tive esta oportunidade de vir jogar para a seleção cabo-verdiana e estou a gostar. É um orgulho poder estar no CAN.”

Benvindo Neves / RCV



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