Cidadãos da Costa Ocidental Africana vencem as dificuldades de integração em Cabo Verde e alguns são professores universitários

25 de maio de 2021

Saidu Bangura, da Serra Leoa, coordenador do mestrado em estudos ingleses na Uni-CV
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Cidadãos da Costa Ocidental Africana vencem as dificuldades de integração em Cabo Verde e alguns são professores universitários. Mas a maior parte trabalha ainda no setor informal como vendedores e costureiros.

O seu nome próprio é Mamadou Kan, mas no mercado do Sucupira, onde trabalha é conhecido por Alex. Este senegalês chegou a Cabo Verde em 2002, trabalhou como vendedor e poseriormente como costureiro em empresas. Em 2006 foi tentar a sorte no Brasil e até na Argentina, mas regressou a Cabo Verde poucos meses depois.E estabeleceu residência fixa na cidade da Praia desde 2007 onde tem um pequeno atelier de costura e sente-se integrado. Diz tratar bem os clientes porque deles depende seu ganha-pão.Hoje Alex até tem a nacionalidade cabo-verdiana, adquirida em 2018.

Á semelhança do Alex, dezenas de costureiros da costa ocidental africana ganham o sustento no mercado do Sucupira e noutros ateliers espalhados pela cidade da Praia. Mas outros cidadãos desta sub-região, chegaram em Cabo Verde, viram e venceram outras áreas de atividade. É o caso de Saidu Bangura, da Serra Leoa. Licenciou-se em inglês e linguistica no seu país, mas por causa da guerra civil, em 1999 veio a Cabo Verde procurar trabalho. De vendedor no Sucupira , hoje é coordenador do mestrado em estudos ingleses na Universidade de Cabo Verde.

Trabalhou na Uni-Piajet em 2005, foi avançando e hoje é doutorado e coordena o mestrado em estudos ingleses na Uni-CV. Um exemplo de boa integração, mas depois de ter progredido na vida, foi chamado de estrangeiro algumas vezes, por causa da competição no trbalho.

Dois casos: um francófono e um anglófono que encontraram oportunidades em Cabo Verde e hoje se sentem bem integrados na sociedade cabo-verdiana.



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