Presidente da FCF respeita a decisão, mas não concorda com a suspensão das actividades coletivas do desporto

04 de maio de 2021

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"Um duro golpe para o futebol" – é assim que Mário Semedo, presidente da FCF, Federação Cabo-verdiana de Futebol, começa por se expressar em reação à suspensão das actividades coletivas do desporto, decisão tomada pelo Governo na passada sexta-feira.

O presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol respeita a decisão, mas não concorda. Até porque, compara Mário Semedo, outras atividades que aglomeraram pessoas, não foram suspensas.

Mário Semedo lamenta o facto de a suspensão chegar quando a maioria dos campeonatos regionais já estavam na reta final. O responsável máximo no futebol nacional fala em sentimento de frustração no seio dos presidentes das associações. 

Com a paralisação dos campeonatos regionais durante um mês, os planos para a realização do Campeonato Nacional de futebol ficam baralhados. Mário Semedo nem quer pensar na possibilidade de a competição  não vir a ser realizada. 

O Presidente da FCF esperava, ao menos, que o Governo ouvisse as Federações antes de tomar a decisão. 

E sobre os compromissos internacionais envolvendo o futebol feminino e masculino sub 15, marcados para acontecer entre maio e julho, a FCF aguarda esclarecimentos.

A decisão de se suspender todas as atividades coletivas do Desporto faz parte de um leque de medidas enquadradas na resolução de sexta-feira passada que decreta a Situação de Calamidade em todas as ilhas, à excepção da Brava. 



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