Em 2020, o desempenho económico de Cabo Verde foi o pior de sempre

19 de abril de 2021

Sede do Banco de Cabo Verde, na cidade da Praia
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O desempenho económico de Cabo Verde, o ano passado, foi o pior de sempre. Esta  avaliação é feita  no  relatório de politica monetária,   que o  Banco de Cabo Verde  acaba de publicar.

Na base deste desempenho, explica o regulador, está a crise sanitária global que interrompeu o ciclo de crescimento que a economia nacional vinha registando desde 2009.

Mas os efeitos de choques externos, refere o documento,  foram mitigados graças às medidas excecionais de apoio ao emprego, com destaque para  o regime de  suspensão  temporária  de contratos de trabalho.

Ainda assim, o relatório do Banco Central alerta que as incertezas que pairam sobre a imunização da população contra o novo coronavírus podem  perigar a recuperação da actividade económica.

As  finanças públicas também se ressentiram da crise sanitária, tendo o défice aumentado de 1,8 para 9,1 por cento do produto interno bruto.
A arrecadação de impostos baixou de forma drástica, fruto da contracção da actividade económica e da política de apoio às empresas.

Nesse relatório de politica monetária, o Banco Central prevê, para o próximo ano, um  crescimento económico mundial de 5,2 para  6,0, previsão escorada na aprovação de quatro vacinas contra o coronavírus.

A determinação dos maiores bancos centrais em, até 2022, manter as taxas de referência nos actuais mínimos históricos poderá temblem,  de acordo com o relatório do  Banco  de Cabo Verde,  impulsionar a economia mundial.