24 Junho de 2026
Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal – Salvaguardar a memória, inspirar a humanidade – dá titulo ao simpósio que visa solidificar o dossiê da candidatura do sítio a Património Mundial da UNESCO. A abertura é hoje de manhã pelo Presidente da República que é patrono para a Preservação do Património Natural e Cultural de África. O programa do simpósio contempla uma vasta gama de comunicações, a começar pelo historiador Vitor Barros sobre o quadro jurídico-institucional da deportação política. Ainda hoje de manhã vão ser analisadas as três fases do Campo de Concentração do Tarrafal: a primeira sobre a Criação da Colónia Penal do Tarrafal por Nélida Brito, a segunda fase da abertura do Campo de Trabalho de Chão Bom com Carlos Ferreira. A terceira está a cargo da autora do livro Tarrafal, 1975 - O Campo do Silêncio que aborda o periodo de transição para a independência.
Sandra Ines Cruz explica que o objetivo é contribuir para que os presentes no evento possam compreender a fundo um período cujas consequências sociais e políticas ainda se fazem sentir na atualidade.
A investigadora vai abordar também a complexidade do processo de transição para a independência e as profundas divergências ideológicas sobre a condução política do arquipélago que forçaram a reabertura do Campo, depois do 25 de Abril.
A realização deste simpósio surge num momento em que Cabo Verde acelera os trabalhos técnicos para submeter o dossiê final da candidatura do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal à Lista do Património Mundial da UNESCO. Para Sandra Inês Cruz, o debate científico é um passo fundamental se o objetivo for construir um museu verdadeiramente inclusivo.
O Simpósio “Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal: Salvaguardar a Memória, Inspirar a Humanidade” tem lugar, hoje e amanhã, no Auditório do Campo de Concentração do Tarrafal.
Programação