30 Março de 2026
O Índice de Consumo Essencial, calculado pela Associação para Defesa do Consumidor, em março e em três regiões do país, voltou a mostrar disparidades em termos de recursos financeiros para compra de um cabaz no mínimo necessário para que um indivíduo saudável possa sustentar-se. Na ilha do Sal o valor calculado supera o da ilha de S. Vicente em 40.47% e o da Praia 5.2%, conforme avançou, hoje de manhã, o Presidente da ADECO, Nelson Faria.
Encarando o Indicador do Consumo Essencial como uma ferramenta que permite ajustar os salários mínimos, atualmente 17 mil escudos no setor privado e 19 mil no estatal, a ADECO crê que o anúncio feito pelo Governo de proceder o aumento salarial faseado para 25 mil escudos, até 2027, ficará aquém das necessidades dos indivíduos que vivem, por exemplo na Praia, mormente no Sal:
Nelson Faria, que garante que o esforço da ADECO é o de levar o estudo a outros pontos do país, nomeadamente às regiões de Santiago Norte e Fogo, aponta a revisão dos rendimentos para absorver as assimetrias regionais como política mais ajustada ao equilíbrio do consumo essencial.
Perante essas disparidades regionais, a ADECO admite o estabelecimento do salário mínimo nacional diferenciado, tendo em linha de conta as necessidades de consumo essencial das ilhas, mas sob um rigoroso controlo da residência das pessoas.
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