Embaixada de Cabo Verde está a averiguar se há cabo-verdianos entre as vítimas de uma rede tráfico humano desmantelada em Portugal

24 de novembro de 2022

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A Embaixada de Cabo Verde, em Lisboa, está a averiguar junto das autoridades portuguesas se há cabo-verdianos entre os trabalhadores estrangeiros vítimas de uma rede de tráfico de seres humanos desmantelada ontem em Alentejo. 

Segundo um comunicado da PJ de Portugal, a operação policial envolve cerca de 400 operacionais, em várias cidades e freguesias da região do Baixo Alentejo em cumprimento de 65 mandados de busca. Desde ontem estão detidos fora de flagrante delito de 35 homens e mulheres que ainda hoje devem ser apresentados a tribunal.

Os suspeitos com idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos de idade, de nacionalidade estrangeira e portuguesa, encontram-se fortemente indiciados pela prática de crimes de associação criminosa, de tráfico de pessoas, de branqueamento de capitais, de falsificação de documentos, entre outros.

No mesmo comunicado, a PJ portuguesa esclarece que os suspeitos integram uma estrutura criminosa dedicada à exploração do trabalho de cidadãos imigrantes aliciados nos seus países de origem, tais como, Roménia, Moldávia, Índia, Senegal, Paquistão, Marrocos ou Argélia para trabalhar em explorações agrícolas.

Agora, a par da identificação o momento é de apoio às vítimas a começar pela estabilização emocional garantida por uma equipa multidisciplinar coordenada pelo Relator Nacional para o Tráfico de Seres Humanos de Portugal.

Em declarações à rádio TSF, de Portugal, Manuel Albano realça que o apoio é diferenciado e de proximidade.

O Relator Nacional para o Tráfico de Seres Humanos de Portugal alerta que o eventual retorno voluntário dos trabalhadores aos países de origem deve acautelar de forma securitária para afastar outro tipo de tráfico. 

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