Edy Tavares regressa ao local do "crime" que cometeu no Afrobasket 2021

29 de junho de 2022

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Estava-se no dia 24 de Agosto. Cabo Verde estreava-se no Afrobasket 2021 e, logo, frente à poderosa Angola. Nunca dantes a seleção nacional tinha ganho um duelo com os irmãos angolanos. Naquela noite quente de agosto, na Arena de Kigali, as coisas mudaram. A seleção nacional, orientada por Mané Trovoada, por sinal, angolano, fez um grande jogo, com Edy Tavares (20 pontos), Fidel Mendonça (14), Jeff Xavier (12) e Joel Almeida (10), em grande destaque.

O jogo chegou ao fim empatado, pelo que a decisão do vencedor teve de ir ao prolongamento. Cabo Verde venceu por 77 – 71 e quebrou um enguiço.

Nessa partida, Edy Tavares arrebentou tudo, inclusive a tabela. Estava-se no último minuto do quarto período e o combinado nacional perdia por uma diferença de dois pontos (64 – 66). O gigante da ilha do Maio empatou a contenda, quebrou a tabela e foi preciso algum tempo de espera para se remover os estilhaços, que se espalharam pela quadra, e substituir a tabela. A imagem do “big Edy” a deixar a tabela em cacos correu o mundo.

Agora, passados 10 meses, a seleção nacional de basquetebol regressa à capital ruandesa, Kigali , desta vez para os jogos da segunda volta do grupo A de qualificação para o Campeonato do Mundo 2023.

A Arena Kigali traz, pois, boas recordações ao combinado nacional. A menos de 1 ano fez ali grandes jogos na maior competição do basquetebol africano a nivel de seleções: com Angola, com os anfitriões do Ruanda, com Uganda, e mesmo com a Tunísia, apesar de ter perdido nas meias-finais (65-75). Os tunisinos viriam mesmo a sagrar-se campeões.

Edy Tavares, o gigante cabo-verdiano, de 2m20, jogador mais valioso da liga espanhola deste ano, está de regresso a uma cidade e a um pavilhão que, de certeza, lhe trará recordações de momentos intensos.

Benvindo Neves / RCV

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