26 Maio de 2026
Cabo Verde pode vir a receber um laboratório científico de monitorização de riscos de derrocadas de terras provocadas por fenómenos como chuvas intensas e sistemas de alerta nessa matéria. A ideia sai do Seminário Internacional “Ciência, Território e Riscos, que a Universidade de Cabo Verde acolhe, a partir de hoje, na cidade da Praia, no âmbito do projeto PRISMAC da Macaronésia, cofinanciado, em mais de um milhão de euros, pela União Europeia.
Dedicado à análise, mitigação e gestão do risco de movimentos de vertente potenciados pelas alterações climáticas na Macaronésia, o projeto PRISMAC, que começou em 2025, tem a duração de quatro anos e é cofinanciado pelo programa INTERREG MAC da União Europeia em um milhão e duzentos mil euros. Constitui uma rede atlântica de cooperação científica entre Açores, Canárias e Cabo Verde, territórios particularmente vulneráveis aos fenómenos climáticos extremos.
Durante quatro dias, reúne investigadores, técnicos, universidades e entidades públicas dos três arquipélagos para, sublinha Sónia Silva do Centro de Investigação da UNICV, criar soluções de apoio a políticas públicas e de gestão do risco desse tipo de catástrofes.
O evento inclui, entre outras, uma formação destinada a jornalistas, visando a promoção de uma cultura de prevenção do risco e uma saída de campo geológica a Serra da Malagueta, em Santiago. Localidade que, estima o coordenador do projeto PRISMAC, poderá receber sinais luminosos para alertar sobre riscos de derrocadas.
Outro dos objetivos, vaticina João Rebelo Costa, é a criação de um laboratório da Macaronésia, que poderá ser em Cabo Verde, para análise de risco e alertas.
Universidades e entidades públicas dos Açores, das Canárias e de Cabo Verde estão em seminário à procura de mecanismos para melhor prevenir os impactos das derrocadas e deslizamentos de terras, agravados pelas alterações climáticas.
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