01 Julho de 2026
O Banco de Cabo Verde sugere medidas preventivas para fazer face aos eventos extremos, cada vez mais frequentes provocados pelas alterações climáticas e a segurar os bens é uma decisão acertada. O banco central está a promover uma conferência versando o Papel dos Seguros na Gestão dos Riscos das Alterações Climáticas com a participação de seguradoras nacionais e peritos internacionais.
A conferência surge no quadro dos desafios crescentes relacionados com as alterações climáticas, bem como os impactos sobre a população e as empresas. O Administrador do Banco de Cabo Verde, António Semedo, destaca o papel das seguradoras na proteção e partilha de riscos associados às catástrofes naturais. O administrador do banco central estima que cerca de 57% das perdas económicas globais, resultantes de catástrofes naturais em 2024, não estavam cobertas por seguros. Já no ano passado, segundo diz, este valor subiu para 60%. Face à evolução dos riscos climáticos e as incertezas, António Semedo pede uma nova abordagem às seguradoras nacionais.
O coordenador do Gabinete de Supervisão de Seguros do Banco de Cabo Verde, Naldino Delgado, aconselha os agentes económicos e a população em geral a adotarem medidas preventivas contra os eventos extremos.
A conferência “O Papel dos Seguros na Gestão dos Riscos das Alterações Climáticas – Inovação e Desenvolvimento” está dividida em dois momentos: Num primeiro momento, dedicado à partilha de experiências internacionais, e no segundo momento, o sector segurador nacional esteve a partilhar os desafios, as inovações e os desenvolvimentos recentes.
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