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Obama reitera compromisso com África


Barack Obama - Presidente Estados Unidos da América
29 Jan 2014 Internacional


No discurso do Estado da União, o presidente americano disse ser este o ano de acção e desafiou o congresso a aprovar uma nova lei de emigração.



Barack Obama começou o seu sexto discurso sobre o Estado da União com uma expressiva apresentação de ganhos do seu governo em materia económica, no momento em que a taxa de desemprego está em 6,7 por cento, a mais baixa desde 2009.

O presidente classificou 2014 como sendo o ano de acção, numa clara indicação de que tudo irá fazer para evitar mais uma derrota do seu partido das eleições intercalares de Novembro.

Durante cerca de 70 minutos, Obama revelou a sua agenda que, segundo comentaristas, constitui o legado que pretende deixar em 2016.

Sem medo da oposição republicana, a quem piscou o olho em determinados momentos, o presidente avisou que não vai esperar por consensos com os republicanos se continuarem empenhados em bloquear a sua agenda como em 2013.

Por isso, anunciou que irá emitir ordens executivas sem aprovação do Congresso, a começar pelo aumento do salário mínimo para os novos empregados federais a 10 dólares e 10 centavos a hora, e desafiou o empresariado privado a fazer o mesmo.

Barack Obama voltou a defender a reforma do sistema de saúde, a melhoria do sistema de ensino, o incentivo ao empresariado nacional e o reforço da classe media, entre várias outras medidas que reclamam por sua implementação.

A primeira grande ovação aconteceu quando pediu que o congresso trabalhe no sentido de avançar com a legalização dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais.

Obama citou economistas segundo os quais a reforma da imigração irá fazer crescer a economia e diminuir o deficit em até um trilhão de dólares nas próximas décadas .

Na frente externa, o presidente americano reiterou a saída das tropas do Afegainistão até o fim do ano e pediu que o Congresso dê uma chance à diplomacia na questão iraniana e na luta contra o terrorismo.

O continente africano mereceu uma referência de Barack Obama.

Ele disse que em todo o continente está a trabalhar juntamente com homens de negócios e governos para duplicar o acesso à energia eléctrica e contribuir para acabar com a pobreza extrema.

Em resposta, 10 minutos depois do Estado da União, como é praxe, a senadora republicana Cathy McMorris Rodgers disse que o presidente apenas falou de promessas, sem anunciar nenhuma medida em concreto.

Uma sondagem da CNN revelada indicou que apenas 44 por cento dos americanos aprovam o Governo de Barack Obama, enquanto só 16 por cento estão confiantes ou optimistas de que ele irá bem até o fim de seu mandato, segundo Wall Street Journal.


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