Você está aqui: Home > Notícias > Internacional > Independentistas cabindas querem negociar futuro do território com Governo que sair das eleições gerais em Angola
publicado em:
06 Ago 2012
Independentistas cabindas querem negociar futuro do território com Governo que sair das eleições gerais em Angola
Assinado pelo
presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Nzita
Henriques Tiago, o comunicado salienta que a organização, que mantém há
38 anos uma luta de libertação do enclave, \\\"tomará as medidas
necessárias sobre as possibilidades de explorar contactos oficiais e
diretos com o Executivo angolano que sairá das urnas nas eleições de 31
de agosto\\\".
Os independentistas de Cabinda desejam negociar o futuro do
território com o Governo que sair das eleições gerais do próximo dia 31,
segundo um comunicado enviado hoje à Lusa.
Assinado pelo
presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Nzita
Henriques Tiago, o comunicado salienta que a organização, que mantém há
38 anos uma luta de libertação do enclave, \\\"tomará as medidas
necessárias sobre as possibilidades de explorar contactos oficiais e
diretos com o Executivo angolano que sairá das urnas nas eleições de 31
de agosto\\\".
A FLEC acrescenta desejar que essas negociações sejam
do domínio público em prol de, destacam, \\\"um diálogo franco, honesto e
inclusivo para o fim da guerra e a resolução final do conflito em
Cabinda\\\".
A organização cabinda reforçou ainda o seu empenho em
pôr fim ao conflito \\\"através de uma solução negociada e direta com o
Governo angolano\\\".
\\\"O novo Executivo angolano deverá assumir as
suas responsabilidades de criar condições favoráveis e mostrar a sua
vontade política para finalmente encontrar uma solução política, junto
com a direção política da FLEC-Forças Armadas de Cabinda, ao mais alto
nível do Estado angolano, isto é, a Assembleia Nacional, o executivo e a
Presidência da República\\\", lê-se ainda no comunicado.
Os independentistas adiantam que vão assumir \\\"todas as suas responsabilidades junto do povo de Cabinda\\\".Relativamente
à campanha eleitoral em curso no território, a FLEC reafirma que as
eleições angolanas \\\"continuam a ser uma questão de interesse exclusivo e
principal dos angolanos\\\".
Todavia, face ao desejo de participação
da sociedade civil cabinda no processo eleitoral, considera que aquela
deve \\\"assumir as consequências políticas\\\" da opção.
Cabinda é um
enclave responsável por cerca de 70 por cento da produção petrolífera
angolana e a FLEC luta pela independência do território, que consideram
um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de
Simulambuco, em 1885.
- O sistema de comentários (plugin social do Facebook) implica a pré-inscrição na Rede Social Facebook;
- A RTC disponibiliza a funcionalidade de comentário dos registos aos utilizadores, para que estes possam dar contributos (de ordem de opinião ou de informação) capazes de esclarecer os outros utilizadores sobre a actualidade e para que possam expor a própria abordagem do conteúdo;
- Os comentários publicados serão pós-moderados e a RTC, logo que detectar ou que seja alertado pelos leitores, retirará qualquer comentário que não respeite os Critérios de Publicação;
- São inaceitáveis comentários de conteúdo comercial/publicitário, material pornográfico, grosseiro, racista ou ofensivo; informação sobre actividades ilegais e incitação ao crime; material calunioso; afirmações injuriosas ou difamatórias.